Fictor entra em recuperação judicial e Palmeiras rescinde patrocínio de R$ 30 milhões
A Fictor era o segundo maior patrocinador do Palmeiras e estampava a marca nas camisas profissionais e da base. A rescisão estava prevista no contrato para casos de inadimplemento. O clube estuda medidas legais para recuperar os valores devidos.
A crise da empresa está diretamente relacionada ao escândalo do Banco Master. Em novembro de 2025, a Fictor liderou uma proposta de R$ 3 bilhões para adquirir o Master, mas a operação foi suspensa após o Banco Central decretar liquidação extrajudicial da instituição. A Operação Compliance Zero da Polícia Federal, que prendeu executivos ligados ao banco, agravou ainda mais a situação.
Segundo a Fictor, a associação com o caso Master gerou "especulações que causaram notícias negativas, atingindo duramente a liquidez" do grupo. A empresa argumenta que essa deterioração da imagem comprometeu sua capacidade operacional, levando aos atrasos nos pagamentos ao Palmeiras.
Até o início de 2026, a Fictor vinha cumprindo seus compromissos financeiros com o clube, razão pela qual o Palmeiras manteve a parceria mesmo diante das primeiras repercussões negativas do caso Master. A dívida atual se refere especificamente à parcela de janeiro e bonificações por resultados esportivos.
No pedido de recuperação judicial, as empresas Fictor Holding e Fictor Invest solicitam a nomeação de administrador judicial e tutela de urgência para suspender execuções por 180 dias. O objetivo é reorganizar as finanças e viabilizar o pagamento dos credores.
A rescisão estava prevista no contrato original, que estabelecia cláusulas para casos de inadimplemento e recuperação judicial. O Palmeiras informou que estuda medidas legais para recuperar os valores devidos, enquanto a Fictor argumenta que as discussões sobre pagamentos devem aguardar o processo judicial.
A crise da empresa está diretamente ligada ao escândalo do Banco Master, que abalou o sistema financeiro brasileiro nos últimos meses. Em novembro de 2025, a Fictor liderou um grupo que apresentou proposta de R$ 3 bilhões para adquirir o Banco Master, mas a operação foi suspensa após o Banco Central decretar a liquidação extrajudicial da instituição financeira.
O caso ganhou dimensões ainda maiores com a deflagração da Operação Compliance Zero pela Polícia Federal, que resultou na prisão de executivos ligados ao banco. A investigação revelou um complexo esquema de irregularidades que comprometeu gravemente a reputação de empresas associadas ao Master, incluindo a própria Fictor.
Segundo a empresa, a associação com o caso Master gerou "especulações que causaram um grande volume de notícias negativas, atingindo duramente a liquidez da Fictor Invest e da Fictor Holding". A deterioração da imagem corporativa afetou diretamente a capacidade operacional do grupo, que até então mantinha os pagamentos em dia ao Palmeiras.
A dívida com o clube paulista se refere especificamente ao pagamento da parcela mais recente do patrocínio e bonificações por resultados esportivos que deveriam ter sido quitados em janeiro. Até o início deste ano, a Fictor vinha cumprindo rigorosamente seus compromissos financeiros com o Verdão, o que levou o clube a manter a parceria mesmo diante das primeiras notícias negativas envolvendo o Banco Master.
No pedido de recuperação judicial, a Fictor Holding S/A e a Fictor Invest Ltda. alegam passivo total de R$ 4.257.357.283,84 e solicitam à Justiça a nomeação de um administrador judicial. As empresas também pedem tutela de urgência para suspender execuções e bloqueios por 180 dias, buscando reorganizar suas finanças e honrar os compromissos com credores.
A rescisão contratual estava prevista no acordo original entre as partes, que estabelecia cláusulas específicas para casos de inadimplemento e pedidos de recuperação judicial. O Palmeiras informou que estuda medidas legais para recuperar os valores em aberto, embora a Fictor argumente que as discussões sobre pagamentos devem aguardar o andamento do processo judicial.
O episódio representa mais um capítulo da crise que se abateu sobre empresas ligadas ao ecossistema do Banco Master. Para o Palmeiras, a perda do segundo maior patrocinador exige uma rápida reorganização comercial, especialmente considerando que a Sportingbet, casa de apostas que ocupa a posição de patrocinador máster, não pode estampar sua marca nos uniformes das categorias de base devido a restrições legais.