Semana pesada na B3 com Copom, Fed e balanços corporativos em destaque
A semana começa encurtada — feriado no horizonte — mas com agenda densa para quem acompanha o mercado financeiro. O ponto alto está na quarta-feira (29), quando dois bancos centrais entram em cena ao mesmo tempo: o Copom, comitê de política monetária do Banco Central do Brasil, anuncia sua decisão sobre a taxa Selic; e o Federal Reserve, banco central americano, faz o mesmo nos Estados Unidos. Duas decisões, no mesmo dia, em economias que têm puxado a atenção global. O mercado vai estar de olho nos dois.
Mas antes disso, a segunda-feira (27) já traz movimento. O relatório Focus — publicado toda semana pelo Banco Central com as projeções dos analistas para inflação, câmbio, juros e crescimento — sai às 8h25. Logo depois, o governo divulga os dados de juros e dívida pública referentes a março. São números que mostram quanto o Brasil está pagando para financiar seus compromissos e qual o tamanho do endividamento do Estado neste momento.
No campo corporativo, a temporada de balanços do primeiro trimestre de 2026 ganha ritmo acelerado. Nesta segunda, após o fechamento do mercado, divulgam resultados o Assaí (ASAI3) — rede de atacarejo —, a Gerdau (GGBR4) e a Gerdau Metalúrgica (GOAU4), duas das principais empresas do setor siderúrgico brasileiro.
Na terça-feira (28), o destaque é a Vale (VALE3), mineradora que figura entre as maiores empresas da América Latina e cujo desempenho serve como termômetro para o setor de commodities. Junto com a Vale, saem também os balanços da Hypera (HYPE3), do setor farmacêutico, e da Neoenergia (NEOE3), do setor elétrico.
A quarta-feira (29) amplia o leque: Iochpe-Maxion (MYPK3), fabricante de rodas e estruturas metálicas para veículos; Multiplan (MULT3), administradora de shoppings; WEG (WEGE3), gigante do setor industrial e de energia; e Santander Brasil (SANB11), um dos maiores bancos do país. A semana se encerra na quinta (30) com Irani (RANI3) e Triunfo Participações (TPIS3).
O Ibovespa chegou a esta semana sob pressão. Na semana anterior, o índice fechou com queda de 0,33%, aos 190.745 pontos — segunda semana seguida no negativo e a pior desde o início de março.
Também na segunda, o Irã apresentou uma nova proposta aos Estados Unidos para reabertura do Estreito de Ormuz e encerramento do conflito em curso, segundo o site Axios. A movimentação geopolítica tem impacto direto nos preços do petróleo e, por consequência, nas cotações globais de energia.
No Brasil, a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) confirmou que a bandeira tarifária de maio será amarela — o que representa um custo adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos nas contas de luz. Desde janeiro, a bandeira era verde, sem cobranças extras.
Outro movimento do fim de semana: o governo federal proibiu os mercados de predição no Brasil. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que 27 plataformas que operavam esse tipo de serviço — como Kalshi e Polymarket — foram bloqueadas por descumprir a legislação brasileira que regula apostas.