Vale divulga balanço do 1T26 com lucro estimado em US$ 2,9 bilhões
A Vale divulga o balanço do primeiro trimestre de 2026 nesta terça-feira (28), após o fechamento do mercado. Os dados de produção e vendas vieram acima do esperado em todos os metais, e analistas revisaram positivamente as estimativas.
A Genial projeta lucro líquido de US$ 2,9 bilhões — mais que o dobro do registrado no mesmo período de 2025. O Ebitda proforma esperado é de US$ 4,1 bilhões, e a receita líquida de US$ 9,4 bilhões. O Bradesco BBI é um pouco mais conservador, com Ebitda de US$ 3,9 bilhões.
O destaque positivo fica com a divisão de metais básicos, especialmente o cobre, com Ebitda estimado em US$ 946 milhões. No lado negativo, os custos operacionais devem subir, pressionados pela valorização do real e por mudanças na estrutura da companhia.
O resultado oficial define o rumo das ações VALE3 na abertura de quarta-feira.
A Vale divulga nesta terça-feira (28), após o fechamento do mercado, o balanço do primeiro trimestre de 2026. Os dados de produção e vendas do período vieram melhores que o esperado em todos os metais, levando corretoras a revisar positivamente as estimativas para o resultado.
A Genial Investimentos projeta lucro líquido de US$ 2,9 bilhões — alta de 105% na comparação anual e 3,1% acima de sua projeção anterior. O Ebitda proforma esperado é de US$ 4,1 bilhões, o que representaria crescimento de 26% frente ao primeiro trimestre de 2025. A receita líquida estimada fica em US$ 9,4 bilhões (+15% na base anual).
O Bradesco BBI projeta Ebitda um pouco menor, de US$ 3,9 bilhões, mas também revisou para cima. O banco destaca que os bons números de minério de ferro refletem maior produção em Capanema e Vargem Grande, parcialmente compensada pela paralisação das minas Fábrica e Viga e pelas chuvas do período.
No lado dos custos, o BBI aponta pressão: os custos C1 devem subir US$ 3 por tonelada em relação ao ano anterior, chegando a US$ 24, pressionados pela valorização do real e pela saída da Aliança Energia do balanço da companhia.
Por divisão, o destaque vai para metais básicos, com Ebitda estimado em US$ 1,2 bilhão — ante US$ 500 milhões no mesmo período de 2025. O cobre, especificamente, deve gerar Ebitda de US$ 946 milhões (+14% na base anual), vindo de resultados recordes no trimestre anterior.
O resultado sai após o fechamento do pregão. O desempenho em relação às projeções revisadas deve definir a direção das ações VALE3 na quarta-feira.
A Vale (VALE3) divulga nesta terça-feira (28), após o fechamento do mercado, o balanço do primeiro trimestre de 2026 — e o terreno foi preparado por dados operacionais que superaram as expectativas e levaram analistas a revisar para cima suas projeções.
O relatório de produção e vendas do período trouxe resultados melhores que o esperado em todos os metais, com destaque para os embarques e para o preço realizado no cobre, dentro da divisão Vale Base Metals (VBM). Esse desempenho impulsionou as corretoras a calibrar os números antes mesmo de o resultado oficial ser publicado.
A Genial Investimentos foi uma das casas que revisaram as projeções. Para o lucro líquido, a estimativa agora é de US$ 2,9 bilhões — alta de 105% na comparação com o mesmo período de 2025 e 3,1% acima do que a própria corretora esperava antes dos dados de produção. Já o Ebitda proforma foi revisado para US$ 4,1 bilhões, com alta de 2,6% em relação à estimativa anterior. Se confirmado, esse valor representaria um salto de 26% frente ao primeiro trimestre de 2025. A receita líquida esperada é de US$ 9,4 bilhões, crescimento de 15% na base anual.
O Bradesco BBI, por sua vez, projeta Ebitda um pouco mais conservador, de US$ 3,9 bilhões, com base na produção de minério de ferro. O banco aponta que o bom desempenho do volume reflete o aumento de produção nas minas de Capanema e Vargem Grande, parcialmente compensado pela paralisação das minas Fábrica e Viga e pelo efeito das chuvas acima do normal no período.
Nos custos, o BBI acende uma luz de atenção. Os custos operacionais C1 — que excluem compras de terceiros — devem subir cerca de US$ 3 por tonelada em relação ao ano anterior, chegando a US$ 24 por tonelada. O movimento reflete dois fatores: a valorização do real frente ao dólar, que pressiona os custos em moeda local, e a desconsolidação da Aliança Energia, que saiu do balanço da companhia.
Por divisão, o BBI estima Ebitda de US$ 3,1 bilhões em metais ferrosos (+3% na base anual) e de US$ 1,2 bilhão em metais básicos — quase o triplo dos US$ 500 milhões registrados no primeiro trimestre de 2025. O salto na divisão de metais básicos é um dos destaques mais expressivos do período.
Dentro dos metais básicos, o níquel deve registrar queda de 10% no Ebitda em relação ao trimestre anterior, chegando a US$ 322 milhões, em função de volumes menores. Já o cobre vem de resultados recordes no quarto trimestre de 2025 e deve manter a trajetória positiva, com Ebitda estimado em US$ 946 milhões — alta de 14% na comparação anual.
O resultado oficial da Vale sai após o fechamento do pregão desta terça-feira. Qualquer surpresa — positiva ou negativa — em relação às projeções revisadas tende a movimentar as ações VALE3 na abertura de quarta-feira.