Super Quarta decide juros no Brasil e nos EUA em dia de gigantes
A Super Quarta chegou: Brasil e EUA decidem juros no mesmo dia — e o mercado global está atento.
O Copom deve cortar a Selic em 25 pontos-base, levando a taxa para 14,50% ao ano. Nos EUA, o Fed deve manter os juros entre 3,50% e 3,75%, sem sinais de alívio à vista. Para o brasileiro com crédito ou financiamento, o corte da Selic alivia marginalmente — mas a taxa segue em patamar elevado.
Na agenda doméstica, o Caged (emprego formal) sai às 14h30, antecipado em relação ao calendário original. O IGP-M de abril deve registrar alta de 2,53%. No campo das empresas, a Vale reportou lucro de US$ 1,89 bilhão no primeiro trimestre, alta de 36%. Após o fechamento em Nova York, Alphabet, Microsoft, Amazon e Meta divulgam resultados — e o Ibovespa, que acumula sete quedas seguidas, vai acompanhar de perto.
Esta quarta-feira concentra as duas decisões de juros mais importantes do calendário global: o Copom, no Brasil, e o Federal Reserve, nos Estados Unidos.
O Banco Central deve reduzir a Selic em 25 pontos-base, de 14,75% para 14,50% ao ano — continuidade do ciclo de ajuste iniciado na reunião anterior. Nos EUA, o Fed deve manter os juros na faixa de 3,50% a 3,75%, pressionado por uma inflação ainda elevada, em parte sustentada pelos preços de energia, e por um mercado de trabalho que segue aquecido.
A decisão americana tem efeito direto sobre o Brasil: juros mais altos nos EUA atraem capital para ativos denominados em dólar e tendem a pressionar o real. O Ibovespa acumula sete sessões consecutivas no vermelho — a pior sequência desde julho do ano passado — e o ambiente de incerteza explica parte da cautela dos investidores.
Na agenda doméstica, o Caged é o dado de maior atenção além do Copom. O relatório de emprego formal foi antecipado para as 14h30, com divulgação que estava inicialmente prevista para quinta. Também saem hoje o IGP-M de abril (expectativa de alta de 2,53%) e o resultado primário do Governo Central de março (projeção de déficit de R$ 71,6 bilhões).
No front corporativo, a Vale apresentou lucro de US$ 1,89 bilhão no primeiro trimestre de 2026, alta de 36% na comparação anual. Ao longo do dia, divulgam balanços Santander Brasil, WEG, Multiplan e Suzano. Após o fechamento em Nova York, chegam os resultados de Alphabet, Microsoft, Amazon e Meta — números que costumam mover mercados globais.
O dia mais denso da semana para os mercados chegou. Esta quarta-feira concentra duas das decisões monetárias mais aguardadas do calendário global: o Copom, no Brasil, define a taxa Selic, e o Federal Reserve, nos Estados Unidos, anuncia o rumo dos juros americanos. Em paralelo, quatro das maiores empresas do mundo — Alphabet, Microsoft, Amazon e Meta Platforms — divulgam seus resultados após o fechamento do mercado em Nova York.
No Brasil, o mercado espera que o Banco Central reduza a Selic em 25 pontos-base, levando a taxa básica de juros de 14,75% para 14,50% ao ano. A sinalização é de continuidade no ciclo de calibração monetária iniciado na reunião anterior — um ajuste fino, não uma virada de política. Para quem tem financiamento, dívida ou aplica em renda fixa, o movimento importa: qualquer mudança na Selic reverbera diretamente no custo do crédito e na rentabilidade das aplicações mais conservadoras.
Do outro lado do Atlântico, o Fed deve manter os juros americanos na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano. A leitura predominante é que a inflação segue pressionada pelos preços de energia, enquanto o mercado de trabalho americano continua resistente — combinação que, na prática, tira espaço para cortes. A decisão do Fed importa para o Brasil porque juros mais altos nos EUA tendem a atrair capital para o dólar e pressionar moedas emergentes, incluindo o real.
Na agenda doméstica, o destaque além do Copom é o Caged, que será divulgado às 14h30. O relatório de emprego formal, originalmente previsto para quinta-feira, foi antecipado pelo Ministério do Trabalho. Também saem hoje o IGP-M de abril — com expectativa de alta de 2,53% —, as sondagens de comércio e serviços da FGV, o fluxo cambial semanal e o resultado primário do Governo Central de março, cuja projeção aponta para déficit de R$ 71,6 bilhões.
No campo corporativo brasileiro, a Vale já entregou seus números na véspera: lucro líquido de US$ 1,89 bilhão no primeiro trimestre de 2026, alta de 36% em relação ao mesmo período do ano anterior. O avanço foi impulsionado pelo crescimento do Ebitda e pela ausência de efeitos tributários que haviam pesado nos resultados de 2025. Ao longo desta quarta, também apresentam balanços Santander Brasil, WEG, Motiva, Multiplan e Suzano.
Nos Estados Unidos, a atenção se volta para as big techs. Alphabet, Microsoft, Amazon e Meta divulgam resultados após o fechamento — números que costumam mover mercados globais, incluindo o Ibovespa no pregão seguinte.
O índice brasileiro fechou a terça-feira em queda de 0,51%, aos 188.618 pontos — a sétima sessão consecutiva no vermelho, a pior sequência desde julho do ano passado. O acúmulo de perdas reflete incerteza em torno das decisões desta quarta e a cautela global com o ambiente de juros elevados.
A agenda do presidente Lula inclui reuniões com o ministro da Comunicação, Sidônio Palmeira, o secretário jurídico da Casa Civil, Marcelo Weick, o governador interino do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, e o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues — dia político intenso em paralelo ao econômico.