Selic a 14,50%: veja quanto R$ 1 milhão rende em cada aplicação
Com a Selic em 14,50% ao ano, R$ 1 milhão aplicado em renda fixa por 12 meses rende muito — mas a escolha do produto faz diferença relevante no bolso.
LCI e LCA lideram o ranking líquido: R$ 124.525,00 de ganho, com retorno de 12,45%, graças à isenção de IR. O porém: o FGC só cobre R$ 250 mil por banco. Quem aplica o valor todo em uma única instituição fica com R$ 750 mil sem garantia.
CDB e Tesouro Selic empatam no bruto, mas o CDB entrega um pouco mais no líquido por causa da taxa de custódia da B3 que corrói o retorno do título público. O Tesouro Selic tem, por outro lado, a garantia do governo federal sem limite de valor.
Fundo DI, Tesouro Prefixado e Tesouro IPCA+ vêm na sequência. A poupança fecha com o pior resultado: 8,36% líquido — o menor entre todas as opções analisadas, apesar de ser a aplicação mais popular do país.
Atenção: se o Banco Central fizer novos cortes, aplicações pós-fixadas perdem rendimento junto. O Tesouro Prefixado é o único que mantém a taxa garantida desde o momento da compra.
Com a Selic em 14,50% ao ano após o último corte do Banco Central, a renda fixa segue entregando retornos elevados. Uma simulação com R$ 1 milhão aplicado por 12 meses mostra quais produtos rendem mais — e onde estão as armadilhas.
LCI e LCA lideram o ranking pelo retorno líquido de 12,45% — equivalente a R$ 124.525,00 no período. A isenção de IR é o diferencial, mas há um limite: o FGC cobre apenas R$ 250 mil por CPF por instituição. Quem aplica R$ 1 milhão em um único banco fica com R$ 750 mil sem proteção. Distribuir o valor entre quatro ou mais emissores resolve o problema.
CDB e Tesouro Selic empatam no bruto, mas o CDB leva levantemente no líquido: R$ 1.120.862,50 contra R$ 1.118.569,50. A diferença é a taxa de custódia da B3 (0,2% ao ano) que incide sobre o título público. O Tesouro Selic, por outro lado, tem garantia do próprio governo federal, sem limite de valor — o menor risco do sistema.
O fundo DI fica em quarto (ganho líquido de R$ 115.791,17), penalizado pela taxa de administração. O Tesouro Prefixado trava rentabilidade em 14% ao ano e entrega R$ 113.220 de ganho — interessante para quem aposta numa Selic abaixo desse nível no futuro. O Tesouro IPCA+ rende 8,52% líquido em 12 meses, com foco em proteção de longo prazo. A poupança fecha com o pior resultado: 8,36% de retorno líquido.
O cenário muda se o Banco Central promover novos cortes. Aplicações pós-fixadas — CDB, Tesouro Selic e Fundo DI — perdem rendimento junto com a Selic. O Tesouro Prefixado é o único blindado: quem aplicou já garantiu a taxa.
O Banco Central cortou a Selic para 14,50% ao ano na última quarta-feira — ainda um dos maiores patamares das últimas décadas — e quem tem capital expressivo em renda fixa continua colhendo retornos elevados. Para mostrar o impacto concreto, o InfoMoney simulou quanto renderia R$ 1 milhão nas principais aplicações conservadoras ao longo de 12 meses, sem aportes adicionais e com a taxa estável no nível atual.
LCI e LCA lideram o ranking líquido. As letras de crédito imobiliário e do agronegócio chegam a um ganho líquido de R$ 124.525,00 no período — rentabilidade de 12,45% — graças à isenção de Imposto de Renda. Mas há um ponto crítico para quem investe R$ 1 milhão nessas aplicações: o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) cobre apenas R$ 250 mil por CPF por instituição. Concentrar o valor todo em um único banco deixa R$ 750 mil sem proteção em caso de problema com o emissor. A saída é distribuir o aporte entre pelo menos quatro instituições diferentes.
CDB e Tesouro Selic aparecem empatados no bruto — ambos acumulam R$ 1.146.500,00 em 12 meses, já que remuneram à taxa Selic. No líquido, o CDB leva vantagem: entrega R$ 1.120.862,50, contra R$ 1.118.569,50 do Tesouro Selic. A diferença é a taxa de custódia da B3, de 0,2% ao ano, que incide sobre o título público. Apesar disso, o Tesouro Selic tem um diferencial decisivo: sua garantia é o próprio Tesouro Nacional, sem limite de valor — o ativo de menor risco do sistema financeiro brasileiro, independente do montante aplicado.
O fundo DI aparece em quarto lugar, com ganho líquido de R$ 115.791,17. A diferença em relação ao CDB e ao Tesouro Selic vem da taxa de administração do fundo, que consome parte da rentabilidade.
O Tesouro Prefixado trava a rentabilidade em 14% ao ano, independentemente do que aconteça com a Selic, e entrega R$ 113.220 de ganho líquido. Esse título faz sentido para quem acredita que os juros vão cair mais do que o mercado prevê: se a Selic recuar abaixo de 14%, o papel se valoriza no mercado secundário.
O Tesouro IPCA+ aparece em penúltimo, com rentabilidade líquida de 8,52% em 12 meses — número que reflete a inflação projetada para o período mais o spread do papel. O desempenho parece modesto no curto prazo, mas o título tem uma característica específica: preserva o poder de compra no longo prazo, independentemente do comportamento da inflação.
A poupança fecha a lista com o pior resultado: ganho líquido de R$ 83.623,65 e rentabilidade de 8,36% — mesmo sendo a aplicação mais popular do país.
Um ponto de atenção: a simulação assume a Selic estável em 14,50% durante todo o período, cenário que provavelmente não se confirmará. O mercado projeta novos cortes nos próximos trimestres. Cada redução da taxa comprime gradualmente os rendimentos de aplicações pós-fixadas — CDB, Tesouro Selic e Fundo DI. O Tesouro Prefixado é o único que não sofre esse efeito: quem comprou já travou a taxa no momento da aplicação.