Ambev lucra R$ 3,9 bi no primeiro trimestre com margens em alta
A Ambev lucrou R$ 3,886 bilhões no primeiro trimestre de 2026 — crescimento de 2,1% sobre o mesmo período do ano passado. O Ebitda ajustado chegou a R$ 7,555 bilhões, com margem de 33,6%.
O ponto de atenção foi a receita líquida, que recuou 0,8%, para R$ 44,968 bilhões. Ainda assim, a empresa manteve seu guidance de custos para o ano e aprovou dois pagamentos de juros sobre capital próprio aos acionistas — o primeiro em julho, o segundo até dezembro.
O resultado retrata uma Ambev estável: lucro crescendo de forma modesta, margens sustentadas e previsibilidade de custos mantida para 2026.
A Ambev registrou lucro líquido de R$ 3,886 bilhões no primeiro trimestre de 2026 — alta de 2,1% na comparação anual. O resultado veio impulsionado pelo crescimento do Ebitda, parcialmente compensado por despesas financeiras maiores.
O Ebitda ajustado chegou a R$ 7,555 bilhões, crescimento de 1,5%, com margem Ebitda ajustada de 33,6% — avanço de 0,5 ponto percentual frente ao mesmo período de 2025. A receita líquida, por outro lado, recuou 0,8%, para R$ 44,968 bilhões.
A companhia manteve o guidance de custo do produto vendido por hectolitro em Cerveja Brasil, com alta esperada entre 4,5% e 7,5% no ano. A manutenção sinaliza estabilidade na previsibilidade de custos para os próximos trimestres.
No campo de dividendos, foram aprovados dois pagamentos de juros sobre capital próprio (JCP). O primeiro, referente a 2025, prevê R$ 0,0642 líquidos por ação, com pagamento em 6 de julho. O segundo, com base no balanço de março de 2026, tem valor bruto de R$ 0,449 por ação e será pago até dezembro. Quem quiser receber precisa ter posição até 22 de junho na B3.
O balanço mostra uma Ambev que cresce de forma gradual, com margens estáveis e política de remuneração ao acionista mantida — resultado dentro do esperado para uma empresa madura em setor defensivo.
A Ambev abriu 2026 com lucro líquido de R$ 3,886 bilhões no primeiro trimestre — crescimento de 2,1% sobre o mesmo período do ano passado. O resultado veio sustentado principalmente pela expansão do Ebitda, ainda que parcialmente pressionado por despesas financeiras maiores.
O Ebitda ajustado totalizou R$ 7,555 bilhões, alta de 1,5% na comparação anual. A margem Ebitda ajustada avançou 0,5 ponto percentual, chegando a 33,6% — sinal de que a companhia conseguiu proteger sua rentabilidade operacional mesmo em um ambiente de custos pressionados.
O ponto de atenção no balanço foi a receita líquida: R$ 44,968 bilhões, queda de 0,8% frente ao primeiro trimestre de 2025. A retração indica desafio pelo lado do volume ou do mix de produtos — embora a empresa tenha conseguido compensar a pressão de receita com ganhos de eficiência operacional.
O lucro bruto ficou em R$ 11,583 bilhões, estável na comparação anual, com crescimento de 0,3%.
Em relação aos custos, a Ambev manteve inalterado seu guidance para o custo do produto vendido por hectolitro em Cerveja Brasil — excluindo depreciação e amortização e o marketplace — com expectativa de alta entre 4,5% e 7,5% ao longo de 2026. A manutenção do guidance sinaliza que a companhia não vê surpresa relevante na estrutura de custos para o restante do ano.
No campo da remuneração aos acionistas, o Conselho de Administração aprovou o pagamento da segunda parcela dos juros sobre capital próprio (JCP) referentes a 2025. O valor bruto será de R$ 0,0755 por ação — equivalente a R$ 0,0642 líquidos após imposto de renda — com pagamento previsto para 6 de julho de 2026.
Além disso, a companhia aprovou nova distribuição de JCP com base no balanço de 31 de março de 2026. O montante bruto é de R$ 0,449 por ação, com pagamento a ser realizado até 31 de dezembro de 2026. A data exata ainda será definida. Para receber o provento, o acionista precisa ter posição até 22 de junho de 2026 na B3 ou 24 de junho na NYSE.
O resultado da Ambev no primeiro trimestre reflete uma empresa que cresce de forma modesta, mas mantém disciplina operacional. O lucro avançou, as margens se sustentaram e a política de distribuição foi mantida — um perfil que tende a agradar investidores que buscam previsibilidade em um cenário macroeconômico ainda desafiador.