Petrobras divulga balanço do primeiro trimestre com expectativa de Ebitda robusto e dividendos atrativos
A Petrobras divulga nesta segunda-feira (11) o balanço do primeiro trimestre de 2026. O mercado espera resultado sólido: a produção de petróleo cresceu 16% na comparação anual e o Brent ficou em média em US$ 78,4 por barril no período.
As estimativas de Ebitda variam entre US$ 11,5 bilhões (Goldman Sachs) e US$ 13,3 bilhões (Morgan Stanley). O BofA projeta dividendos de R$ 11,7 bilhões — cerca de R$ 0,91 por ação — e mantém recomendação de compra.
O ponto de atenção fica para a teleconferência de terça-feira (12): analistas querem saber se a administração vai sinalizar algum ajuste nos preços de combustíveis, que seguem com desconto de 40% em relação à paridade internacional. Para acionistas da empresa, o anúncio de dividendos é o dado mais sensível do balanço.
A Petrobras divulga nesta segunda-feira (11) o balanço do primeiro trimestre de 2026 — e o mercado chega ao evento com expectativas elevadas depois de dados operacionais positivos divulgados em abril.
Os dois números mais aguardados são o Ebitda e os dividendos. O Itaú BBA projeta Ebitda de US$ 12,5 bilhões, alta de cerca de 14% na comparação trimestral, impulsionado pelo preço médio do Brent de US$ 78,4 por barril e pelo crescimento de 16% na produção em relação ao mesmo período de 2025. O Goldman Sachs é mais cauteloso: estima US$ 11,5 bilhões, cerca de 11% abaixo do consenso de mercado. O Morgan Stanley vai na direção oposta e projeta US$ 13,3 bilhões.
No campo dos dividendos, o BofA estima distribuição de R$ 11,7 bilhões (R$ 0,91 por ação), com retorno (dividend yield) de cerca de 1,7%. O banco mantém recomendação de compra para as ações, com a tese de que o fluxo de caixa livre para o acionista permanecerá forte mesmo com maior volume de investimentos previsto para os próximos dois anos.
Um ponto de atenção persiste: a defasagem nos preços de combustíveis. O BofA aponta que a gasolina no Brasil é vendida com desconto de aproximadamente 40% em relação à paridade internacional. Na teleconferência de resultados marcada para terça-feira (12), analistas vão monitorar qualquer sinalização da administração sobre possível ajuste de preços.
Para acionistas da Petrobras — diretamente ou via fundos —, o anúncio de dividendos é o dado mais sensível: qualquer desvio relevante das expectativas tende a movimentar as ações.
A Petrobras (PETR3; PETR4) divulga nesta segunda-feira (11) o balanço do primeiro trimestre de 2026 — e o mercado chega ao evento com expectativas elevadas. Os dados operacionais divulgados em 30 de abril já antecipavam um trimestre sólido, e analistas de diversas casas revisaram suas projeções para cima desde então.
Dois números concentram a atenção: o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) e os dividendos. O consenso é que ambos devem vir positivos — ainda que as estimativas variem entre as casas.
Por que o trimestre foi bom?
A combinação de dois fatores favoráveis explica o otimismo: o preço médio do Brent ficou em US$ 78,4 por barril no período, e a produção de petróleo cresceu 16% em relação ao mesmo trimestre de 2025. Para o Bank of America (BofA), essa dinâmica sustenta uma expectativa de dividendos em torno de R$ 11,7 bilhões — aproximadamente US$ 2,35 bilhões, ou R$ 0,91 por ação —, o que implica um retorno (dividend yield) de cerca de 1,7%.
O Itaú BBA projeta um Ebitda próximo de US$ 12,5 bilhões, alta de cerca de 14% na comparação trimestral. O banco também estima um investimento (capex) de caixa em torno de US$ 4,1 bilhões no período — e já trabalha com a hipótese de que o investimento total no ano vai superar o guidance oficial da companhia, dado o ritmo mais intenso de execução dos projetos de upstream.
As projeções variam entre as casas. O Goldman Sachs, na ponta mais conservadora, projeta Ebitda de US$ 11,5 bilhões — cerca de 11% abaixo do consenso Bloomberg. O Morgan Stanley vai na direção oposta: estima US$ 13,3 bilhões (em base consolidada), com potencial de revisão para cima, impulsionado pela força dos prêmios do pré-sal no mercado internacional.
O que ainda preocupa o mercado
Mesmo com resultados esperados acima da média, um ponto de atenção persiste: a política de preços de combustíveis. O BofA destaca que os preços da gasolina no Brasil seguem com desconto de cerca de 40% em relação à paridade internacional — o que significa que a estatal vende combustível por preço significativamente abaixo do referencial global.
Essa defasagem coloca pressão sobre a administração da empresa. Na teleconferência de resultados marcada para a manhã de terça-feira (12), analistas vão monitorar de perto qualquer sinalização sobre possível ajuste nos preços.
Para quem é acionista da Petrobras — diretamente ou via fundos de ações —, o anúncio de dividendos é o dado mais sensível do balanço. O BofA ressalta que qualquer divergência relevante em relação às expectativas tende a provocar reação nas ações.
O BofA mantém recomendação de compra para os papéis, com a tese baseada na expectativa de que o Fluxo de Caixa Livre para o Acionista (FCFE) permanecerá forte mesmo considerando o maior volume de investimentos previstos para 2026 e 2027.