Casas Bahia registra prejuízo de R$ 1 bi, mas operação melhora no trimestre
A Casas Bahia registrou prejuízo de R$ 1,06 bilhão no primeiro trimestre de 2026 — mais que o dobro do resultado negativo de um ano antes. A culpa é dos juros altos: o custo financeiro da empresa cresceu 27% com a alta do CDI, pesando R$ 1,2 bilhão no resultado.
Por dentro, o negócio melhorou. A receita cresceu 6,1%, o Ebitda operacional avançou 4,7% e o canal online próprio disparou 26,4%. O problema é que esses ganhos operacionais não são suficientes para cobrir o que a empresa paga de juros sobre sua dívida.
O presidente-executivo Renato Franklin avisou que a empresa vai continuar conservadora: menos crédito, menos risco, menos apostas. O ambiente macroeconômico, disse ele, "é mais desafiador do que o pessoal imagina". A empresa torce por uma melhora no segundo semestre — mas sem euforia.
A Casas Bahia fechou o primeiro trimestre de 2026 com prejuízo líquido de R$ 1,06 bilhão — mais que o dobro dos R$ 408 milhões do mesmo período do ano anterior. A explicação está nos juros: com o CDI médio subindo de 12,94% para 14,86%, o resultado financeiro da empresa ficou negativo em R$ 1,2 bilhão, uma piora de 27% na comparação anual.
O lado operacional, porém, apresentou melhora. A receita líquida cresceu 6,1%, para R$ 7,4 bilhões. O Ebitda ajustado avançou 4,7%, chegando a R$ 597 milhões. O canal online próprio registrou expansão de 26,4%, impulsionado por maior penetração de crédito no e-commerce. As lojas físicas, por outro lado, recuaram 1,8%.
O presidente-executivo Renato Franklin adotou postura defensiva para os próximos meses. A estratégia da empresa é ser "conservadora na concessão de crédito, na tomada de risco, nas compras com fornecedores", diante de um ambiente macroeconômico que ele descreveu como "mais desafiador do que o pessoal imagina". "Preferimos abrir mão de oportunidades de crescimento e focar naquilo que conseguimos fazer sem apostas", disse.
Franklin destacou o fluxo de caixa livre de R$ 852 milhões como um marco positivo, embora o saldo final ainda mostre consumo de caixa de R$ 224 milhões depois do pagamento de juros. A alavancagem permaneceu estável, em 0,5 vez.
Para o segundo semestre, o executivo citou as eleições como um fator que pode ajudar o desempenho, mas manteve o tom cauteloso. Os próximos passos da empresa passam por ampliar o e-commerce próprio, expandir em soluções financeiras e monetizar a operação de logística.
A Casas Bahia encerrou o primeiro trimestre de 2026 com prejuízo líquido de R$ 1,06 bilhão — mais que o dobro dos R$ 408 milhões registrados no mesmo período do ano passado. O vilão do resultado foi o custo da dívida: com a taxa CDI média subindo de 12,94% para 14,86% entre os dois períodos, o resultado financeiro da companhia ficou negativo em R$ 1,2 bilhão, alta de 27% na comparação anual.
Mas o quadro operacional conta uma história diferente. A receita líquida cresceu 6,1%, chegando a R$ 7,4 bilhões. O Ebitda ajustado — indicador que mede o resultado operacional antes de juros, impostos e depreciação — avançou 4,7%, para R$ 597 milhões. O canal online próprio da empresa cresceu 26,4%, com receita bruta de R$ 3 bilhões. São números que, segundo o presidente-executivo Renato Franklin, mostram que a empresa saiu da fase mais crítica.
"Nós saímos daquela fase que tinha um risco grande, tinha uma estrutura muito alavancada e outros desafios e entramos numa fase agora onde temos que provar que somos capazes de gerar valor", disse Franklin.
Um ponto de atenção destacado pelo executivo foi o fluxo de caixa livre de R$ 852 milhões, que ele classificou como um ponto de inflexão para a companhia. O saldo final, no entanto, ainda mostra consumo de caixa de R$ 224 milhões quando incluído o pagamento de juros — reflexo direto dos custos financeiros elevados.
As lojas físicas seguem sob pressão: a receita bruta nesse canal recuou 1,8%, para quase R$ 5,6 bilhões. Já as vendas online avançaram 24% no total, impulsionadas pela expansão do canal próprio e por maior penetração de crédito no e-commerce, segmento onde a empresa tinha presença menor no ano anterior.
Franklin adotou um tom cauteloso para o restante do ano. O executivo citou o ambiente macroeconômico "mais desafiador do que o pessoal imagina" e afirmou que a estratégia da empresa é ser conservadora na concessão de crédito, nas compras com fornecedores e na tomada de risco. "A demanda de crédito está alta, mas com mais risco", disse.
Para o segundo trimestre, Franklin reconheceu o impulso do Dia das Mães e da Copa do Mundo, mas pediu cautela. Sobre o crescimento nas vendas de TVs — produto tipicamente aquecido em anos de Copa —, o executivo explicou que o desempenho da empresa reflete ganho de participação de mercado próprio, e não uma expansão do mercado como um todo. "O mercado não está crescendo ainda", afirmou.
A alavancagem financeira da companhia se manteve relativamente estável, em 0,5 vez a dívida líquida sobre o Ebitda, ante 0,4 vez no quarto trimestre de 2025. Franklin indicou que os próximos passos da empresa passam por ampliar a escala do canal online próprio, crescer em soluções financeiras e monetizar a operação de logística — que ele vê como um potencial diferencial competitivo no longo prazo.