Petrobras vincula remuneração de diretores a metas de diversidade
A política foi aprovada pelo conselho de administração e alinha a estatal às tendências globais de governança corporativa focada em critérios ESG (ambientais, sociais e de governança).
A mudança representa transformação cultural significativa na maior empresa do país, tradicionalmente dominada por homens em áreas técnicas.
As metas observarão o desempenho da companhia no avanço da representatividade de mulheres e pessoas negras em posições de liderança. O plano estratégico da Petrobras estabelece que 25% das posições de liderança sejam ocupadas por mulheres e 25% por pessoas negras até 2030.
A iniciativa foi aprovada pelo conselho de administração e está alinhada às melhores práticas de governança corporativa. A remuneração fixa atual é de R$ 139.580,69 para a presidente e R$ 132.933,98 para diretores executivos, mas as porcentagens específicas de variação baseada em diversidade não foram divulgadas.
A implementação havia sido antecipada em dezembro de 2025 por Tiana Ellwanger, gerente de Cultura, Clima e Diversidade, que chamou a diversidade de "maior revolução cultural da Petrobras dos últimos anos".
A medida coloca a Petrobras em linha com tendências internacionais, onde empresas adotam critérios ESG em políticas de remuneração executiva. Estudos mostram que organizações com maior diversidade em liderança tendem a apresentar melhor desempenho financeiro.
A política representa mudança cultural significativa em empresa tradicionalmente dominada por homens, especialmente em áreas técnicas. Com aproximadamente 45.000 funcionários, a Petrobras torna-se exemplo para o setor energético brasileiro e internacional.
"A partir de 2026, a remuneração variável dos membros da diretoria executiva (presidente e diretores) da Petrobras, em suas metas específicas, passou a incluir metas relativas à diversidade, compondo o conjunto de indicadores que influenciam o cálculo final", informou a companhia. A iniciativa foi aprovada pelo conselho de administração e está alinhada à "Política de Remuneração da Petrobras" e às melhores práticas de governança corporativa.
As metas de diversidade observarão o desempenho da companhia no avanço da representatividade de mulheres e pessoas negras em posições de liderança, entre outros critérios. Segundo dados públicos da empresa, o plano estratégico estabelece como meta que 25% das posições de liderança sejam ocupadas por mulheres e 25% por pessoas negras até 2030.
A estrutura salarial atual da Petrobras estabelece remuneração fixa mensal de R$ 139.580,69 para a presidente e R$ 132.933,98 para os diretores executivos. Embora as porcentagens específicas para variação da remuneração baseada em metas de diversidade não tenham sido divulgadas, a empresa confirmou que essas métricas "impactarão efetivamente" a remuneração variável da alta administração.
A implementação dessa política havia sido antecipada em dezembro de 2025 por Tiana Ellwanger, gerente de Cultura, Clima e Diversidade da petroleira, durante seminário no BNDES. "A DEI (diversidade, equidade e inclusão) foi a maior revolução cultural da Petrobras dos últimos anos", afirmou a executiva, destacando a importância da agenda de diversidade na companhia.
A medida coloca a Petrobras em linha com tendências internacionais de governança corporativa, onde empresas multinacionais têm adotado critérios ESG (ambientais, sociais e de governança) em suas políticas de remuneração executiva. Estudos mostram que organizações com maior diversidade em posições de liderança tendem a apresentar melhor desempenho financeiro e maior capacidade de inovação.
A política representa mudança cultural significativa em uma empresa tradicionalmente dominada por homens, especialmente em áreas técnicas e de engenharia. A Petrobras emprega aproximadamente 45.000 funcionários e é uma das maiores empresas de energia do mundo, tornando suas políticas de diversidade um exemplo para o setor energético brasileiro e internacional.
A implementação das metas de diversidade na remuneração executiva também reflete pressões crescentes de investidores institucionais e fundos ESG, que consideram critérios de diversidade como fatores de risco e oportunidade em suas decisões de investimento. Grandes fundos de pensão e gestoras de recursos têm exigido maior transparência e compromisso das empresas com questões de diversidade e inclusão.
A Petrobras não informou os cálculos específicos que serão utilizados para bonificação condicionada ao alcance das metas de diversidade, mantendo alguns aspectos da política em sigilo. A empresa também não detalhou se haverá penalizações na remuneração caso as metas não sejam atingidas ou apenas bonificações para o cumprimento dos objetivos estabelecidos.
A medida surge em momento de transformação do setor energético brasileiro, onde questões de sustentabilidade e responsabilidade social ganham crescente importância. A política de diversidade da Petrobras pode influenciar outras empresas do setor a adotarem práticas similares, especialmente outras estatais e empresas de capital misto.