Banco Central pode aplicar medidas restritivas ao BRB se governo do DF não fizer aporte
O BRB comprou R$ 12,2 bilhões em créditos podres do Master, segundo investigações. Agora precisa de aporte governamental para recompor o índice de Basileia, indicador fundamental da saúde financeira.
A medida é vista como um "ultimato" do BC. Sem regularização, o banco pode enfrentar intervenção ou liquidação. O BRB disse ter proposto "alternativas" ao BC, mas não revelou detalhes sobre o valor necessário ou as soluções apresentadas.
O caso mostra como as fraudes do Master contaminaram outras instituições e criaram riscos para todo o sistema financeiro do DF.
O BRB comprou R$ 12,2 bilhões em créditos considerados podres do Master, segundo investigações do BC e da Polícia Federal. Esses papéis foram posteriormente trocados por outros ativos, que a direção atual ainda tenta vender no mercado. O aporte é necessário para regularizar os indicadores patrimoniais da instituição.
A medida é vista como um "ultimato" do BC, com prazo definido para melhoria dos indicadores. Sem regularização, o banco pode enfrentar sanções mais severas, incluindo intervenção ou liquidação. A federalização foi descartada pelo presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza.
"A medida impõe uma série de restrições ao banco, até que ele consiga recompor o seu índice de Basileia. Na prática, ele tem de reduzir a atividade, fechar agências", explicou Luis Miguel Santacreu, analista da Austin Ratings.
O BRB informou que propôs "diversas alternativas para eventual recomposição patrimonial" ao BC, que "concedeu um prazo para que as medidas fossem implementadas". A instituição não revelou detalhes sobre as alternativas nem o valor necessário.
O caso ilustra como fraudes em uma instituição podem contaminar outras e criar riscos sistêmicos, especialmente considerando que o BRB é uma das principais instituições de crédito do Distrito Federal.
O BRB comprou R$ 12,2 bilhões em créditos considerados podres do Banco Master, segundo investigações do BC e da Polícia Federal. Posteriormente, esses papéis foram trocados por outros ativos, que a atual direção do banco ainda tenta vender no mercado financeiro. A necessidade de aporte surge para recompor o índice de Basileia, indicador fundamental da saúde financeira das instituições bancárias.
A medida é vista no mercado como uma espécie de "ultimato" com prazo definido para que o banco melhore seus indicadores patrimoniais. Caso não haja regularização, o BRB pode enfrentar sanções ainda mais severas, incluindo intervenção e, em cenário extremo, liquidação. A federalização da instituição, embora teoricamente possível, foi descartada pelo novo presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza.
Na prática, as restrições forçam o banco a reduzir significativamente suas atividades. "A medida impõe uma série de restrições ao banco, até que ele consiga recompor o seu índice de Basileia. Na prática, ele tem de reduzir a atividade, fechar agências, fica impedido de conceder aumento de salários para administradores, pagar dividendos, distribuir lucros e operar com determinados produtos de crédito", explicou Luis Miguel Santacreu, analista da Austin Ratings.
O BRB informou que foram propostas ao Banco Central "diversas alternativas para eventual recomposição patrimonial" e que a autoridade monetária "concedeu um prazo para que as medidas fossem implementadas". A instituição não detalhou quais seriam essas alternativas nem o montante necessário para regularizar a situação.
O caso Master representa um dos maiores escândalos do sistema financeiro brasileiro recente. As investigações revelaram um esquema de fraudes que envolveu a criação de créditos fictícios e operações irregulares que contaminaram outras instituições do sistema, particularmente o BRB, que acabou se tornando o principal prejudicado pelas operações fraudulentas.
A situação do BRB ilustra como as fraudes em uma instituição financeira podem contaminar outras e criar riscos sistêmicos. O prazo de 31 de março torna-se crítico não apenas para o banco, mas para todo o sistema financeiro do Distrito Federal, já que o BRB é uma das principais instituições de crédito da região.